segunda-feira, 25 de maio de 2009

Sophie Caroline

A discriminação é algo que já nos acompanha há muitos séculos e que podemos distinguir em diversas “categorias” diferentes. Numa dessas “categorias” encontram-se as mulheres, encontram-se a discriminação para com as Mulheres.
Em todos os cantos do mundo, não importa em que beco ou em que viela, se procurarmos, é garantido que vamos encontrar mulheres discriminadas, mulheres que sofrem disto e daquilo todos os dias sem que ninguém ouça os seus berros nos momentos de aperto.
Não existem palavras para descrever a revolta que nos assalta, a nós também mulheres, quando se falam daquelas “fêmeas” que vivem nos países do Oriente, aquelas – sabe? – Que os maridos tratam como se fossem – cães! – Inferiores. É tão difícil aceitar que os direitos que nós damos por adquiridos não passam de mais do que um sonho para todas elas, é impossível conformarmo-nos com uma realidade tão absurda e tão injusta – é assim tão difícil perceber que somos todos iguais?

Elas vivem o dia-a-dia numa adoração submissa dos seus maridos, elas aceitam qualquer palavra que eles digam, elas vivem presas dentro de uma boneca sem poder fazer nada, sem poder pensar, sem poder falar, sem poder ser. Não podem sair à rua sem a presença de um homem da família, não podem sair à rua com a cabeça destapada, não podem dizer o que pensam, não podem votar, não podem argumentar, é impensável revelar o que realmente são. Mas, o problema é que este representa apenas um dos padrões de discriminação de que as mulheres sofrem. Ainda há aquelas que vivem em países ou comunidades que consideram que o único papel da mulher e o único sentido da sua vida é procriar – tal e qual animais – e cuidar do que eles chamam de lar.

Mulheres a que lhes é retirado o hímen à nascença porque não são dignas – supostamente – de sentir prazer; mulheres que não têm direito a frequentar a escola; mulheres a que não é oferecida a oportunidade de trabalhar, pois estão destinadas a ser mãe; mulheres que recebem menos do que os homens que trabalham no mesmo posto, na mesma empresa, com a mesma idade são exemplos de mulheres discriminadas que apenas erraram na lotaria genética.

É um erro terem nascido? Ou o único erro aqui presente é as provas que têm de ultrapassar, os obstáculos que a sociedade lhes impõe, as limitações que a humanidade lhes oferece?
Tenho apenas mais uma pergunta, uma pergunta final: Porque é que os homens sentem necessidade de controlar as mulheres, porque é que sentem necessidade de as inferiorizar? Somos na realidade assim tão maiores?

Por tudo isto, por todas as mulheres que sofrem de maus tratos e abusos, por todas as mulheres que vivem numa cave por medo, por todas as mulheres a que oportunidade de ser alguém foi roubada, é que eu defendo os nossos direitos – aqueles que eu dou como básicos e que elas desejam desesperadamente. A igualdade não necessita de ser provada cientificamente, todos nós a conseguirmos encarar todos os dias, basta que não andemos de olhos fechados.

Somos todos iguais.

1 comentário:

  1. não se é preciso ser mulher para ninguém nos ouvir nos momentos de aperto.
    mas tens razao.

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