domingo, 5 de julho de 2009

Commitment

Life will just pass you by,
without even say a long goodbye

and now I'm drowning trying to read,
the words you left in the road you lead.


Close your eyes, begin to feel,
right in the end I'll ofer you a deal,
my heart is mine, as long as my mind,
darling I'm begging for a short goodbye

I'll you leave you the rest, just remember,
together we were the best


Commitment, Commitment,
Run away from the words 'I do',
please baby just stay true,

Commitment, Commitment,
Although we were wrong,
I swear I wasn't gone


If you'd say 'I do',
I would just know you wouldn't being you.

So just say goodbye,
So tomorrow I can remember that Once upon time,
I was yours and you were mine.

What you brought into my life,
is easy to remember and difficult to forget,
But no matter how long it takes,
It'll be worth it, I bet.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

55 vontades de seguir em frente ao passo que tudo continua na mesma.

"3 de Julho, quatro da tarde, faz frio lá fora, o ano é dois mil e nova, acho que já te disse a hora."

Ontem cheguei à conclusão desesperada de que a Outra não tinha qualquer poder sobre Ela. Mas, a Outra acabou de descer as escadas e enquanto Ela se encaminha para a cidade das verdades a verdadeira Outra permanece em casa, resguardada das mentiras que Ela lhe impinge dia após dia, hora após hora.

Fascina-me a capacidade que temos de desenvolver uma mentira através de ramos infinitos de uma maneira tão eficaz que até nós acabamos mergulhados numa mentira que tínhamos destinado aos outros. Acabamos por fechar os olhos e acreditar piamente que tudo o que dissemos é verdadeiro, quando na realidade não passa do cenário que montámos para belíssima peça de teatro em que temos passado os nossos dias.

Queria oferecer-lhe um ceptro de clarividência, um que a ajudasse a perceber-se a ela própria, um que lhe permitisse ver para além a pele que lhe cobre o corpo protegendo-a do frio e das feridas dos outros. Gostava que o fantasioso passasse para realidade, já que agora, nem os contos encantados têm finais felizes. Nem a vida os oferece nem as histórias criadas pela mente dos homens. Vivemos numa era em que a felicidade passou de sonho para mito e, os mitos não são alcançáveis como os sonhos mais impossíveis, são irreais e impensáveis, permanecendo vivos apenas pelo fluxo de necessidade que vive connosco.

Foi numa praia abissal, de qualquer das formas, que as vi fundirem-se uma na outra, perderem-se nos aromas uma da outra, roubarem os sentidos uma da outra. Foi numa praia abissal que a mentira de perdeu e a verdade se libertou de vez, apesar de nenhuma o ter percebido de tal forma profundo tinha sido mergulho a que se entregaram.
E agora, agora que a verdade já fugiu e que nenhuma delas a conseguiu agarrar, talvez se tenha perdido para sempre em mentes pobres e inseguras que jamais terão coragem de a partilharem com o mundo. Ou não, e as pessoas que presenciaram a fuga terão o prazer de a relatar às autoridades e providenciar o primeiro final feliz do século.

E viveram felizes para sempre. Fim.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Continuo a precisar de um empurrãozinho.

É só preciso mais um momentinho, so mais um bocadinho por favor.
Será pedir assim tanto apenas mais um segundo, mais uma tentativa fiel ás minhas vontades?
É ansiar por um toque que te pertence só a ti, apenas aquilo que é teu, aquilo que é inviolável. Dias, noites, semanas, de olhos fechados mais abertos do que nunca, de sonos muito mais do que mal passados, de sonhos muito mais do que irreais, e uma especie de revolta das borboletas que não me deixa em paz. Simplesmente tornou-se incapaz de me abandonar, impossivel de suportar. És tu.

Podem gritar aos sete ventos todas as mil e uma virtudes que a Outra tem, podem-me esfregar na cara mil fotografias que a outra tirou, podem-me fazer apaixonar pelas palavras que a Outra disse, que a Outra pensou, mas agora já é tarde; eu já estou mais do que apaixonada pelas virtudes que desenterraste do meu ámago, pelas fotografias que tirámos juntas, pelas palavras que me fazes dizer, pelas palavras que me fazes pensar. Já passou a hora em que as músicas que não ouviamos juntas me podiam impedir de continuar a caminhar num caminho incerto, mais do que qualquer outro, essa hora já passou. O lusco-fusco ficou para trás. A hora reservada para todas as despedidas ficou presa no terminal do aeroporto e todo os segundos que me restam agora respiram apenas com a funçao de te voltar a tocar, de te voltar a sentir. Desta maneira lamechas ou de outra, carinhosa ou violentamente, a minha escolha está mais do que feita.

Nem que alguém o queira escrever a sangue no meu peito, és tu.
E a Outra é melhor? Tudo bem, ainda bem que o acham. Mas eu sou melhor contigo e, nem que fosse só por isso (apesar de ser por muito mais), tu tornaste a melhor de todas as Outras.

para a Joana, da Rita, por mim, para ti.