É uma questão de escolher as palavras certas. De não dizer o que deve permanecer em silêncio. De não revelar motivos que devem permanecer ocultos, escondidos em tréguas rodeadas por brumas.
É tudo por causa do primeiro passo, tem tudo a ver com isso. Com abdicar da teimosia e aceitar - por uma vez que seja - que nem tudo pode ser segundo os nossos parametros, as nossas preferências.
A questão está em abrir a boca e começar a falar. Por mais simples que seja e por muito dificil que pareça. Por muito que doa, o problema resume-se em abrir as portas e não ter medo. Não recear, por um segundo que seja. Em acreditar, por uns instantes, e falar.
Deixar que outros conheçam os nossos ensejos, que acalentem juntamente com os nossos sonhos, que temam juntamente com os nossos medos. É um passo fácil, bastante pequenino, que significa tudo de vez enquando.
Não que seja pouco constragedor, ou envergonhoso deixar que outros nos sequem as lágrimas, mas pode ser tudo para que as coisas funcionem e floresçam para algo maior - para algo especial.
Quando te perguntarem se estás bem, o pequeno grande passo resume-se a dizeres a verdade - por muito que não seja conveniente - Não, está tudo mal.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
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Sensações {fundamentadas, ou não}