quarta-feira, 22 de abril de 2009

Entrei na loja errada.


Época de Saldos, estou desesperada por uma carteira nova, entro em todas as lojas que me aparecem à frente. Tem de ser, tenho de encontrar a carteira ideal.
Já entrei em mais de mil e uma lojas mas nenhuma delas tem o que procuro. Nenhuma delas tem aquela carteira, aquela de que ando à procura. É impressionante, existem tantas carteiras mas nunca gosto de nenhuma. Há sempre alguma coisa que não está bem, ou a cor, ou as alças, ou os desenhos, ou o coraçãozinho no canto direito. Nunca, nunca, são como quero. Nunca me 'servem'.
Tenho caminhado pelas cidades e cada vez que vejo uma montra paro, olho para dentro, vasculho as prateleiras pelo lado de fora e chego à conclusão habitual. Nada. Nada de nada, nada que me chame à atenção, nada que valha a pena. Continuo a caminhar mais um bocadinho, lá vejo uma rapariga passar com uma carteira de que eu gostaria mas, lá está, já é dela, não pode ser minha.
Preciso realmente de uma carteira por isso é impossivel párar de procurar, tenho de ter um lugar onde guardar as minhas tralhas, esconder os meus segredos, um lugar para trazer as minhas canetas e o meu caderno. A questão é que todas as carteiras que tenho comprado se rasgam ou perdem-se nalgum sitio em que me esqueço delas. Nunca duram o tempo suficiente para me afeiçoar a elas e usar até ficarem coçadas. Já vai das sortes.
No entanto no outro dia vi a carteira perfeita, a chama da esperança voltou a acender-se, era tão linda - era ideal! Entrei dentro da loja e fui vê-la melhor, magnifica! Peguei na etiqueta e vi o preço - demasiado - era demasiado cara para uma carteira. Era impossível tê-la, impossível consegui-la.
Mais uma vez, desde que ando a tentar comprar uma carteira, apaixonei-me pela 'mala' que não posso ter, entrei na loja errada. É sempre assim, sempre que encontro a carteira certa, ela simplesmente não está destinada a ser minha. As Richard once said

Não preciso de Dior, Gucci ou D&G, uma carteira da feira chegava, desde que fosse a ideal e pudesse ser minha.
Para a Mónica

2 comentários:

Sensações {fundamentadas, ou não}