A pergunta seria, “Qual é o álbum da tua vida?”, a isto eu teria de responder – depois de vasculhar, espezinhar e dormir sobre o assunto – “Não sei, ainda sou nova demais para catalogar todos os anos que se avizinham”.
A pessoa que queria saber iria ficar, é certo, desiludida já que uma resposta destas é tudo menos o que o emissor deseja ouvir. Por isso, quer dizer, por compreender o lado do emissor – já que é o meu tantas e tantas vezes – elaborei outra resposta para dar. “Até agora creio que posso dizer que o álbum que mais me marcou e que me ofereceu mais delícias foi, sem dúvida alguma, o Meds de Placebo”. Esta seria então a minha resposta, uma resposta de que eu não estive certa por muito tempo e, que demorei bastante tempo para descobrir. É que, no meio de tanta música, no meio de tantas canções, de tantas bandas, as ideias acabam por ficar baralhadas e escolher o conjunto das que nos tocam mais pode tornar-se uma decisão realmente difícil. O novo desafio do século.
Meds é agora – sem qualquer tipo de dúvida – aquele CD. É aquele álbum que me fascina do inicio ao fim, desde a primeira à última faixa. É aquele conjunto de músicas que me fala baixinho durante todas as melodias, é aquele portal para outro mundo que nós tentamos várias vezes encontrar. Meds é para mim uma espécie de refúgio privado em que me posso rir e chorar sem nunca me sentir a desintegrada, já que Meds é por si só mais um dos que desintegrados que não se preocupam minimamente em integrar.
Creio que os Placebo, a quando a criação de Meds, não devem ter tido noção do trabalho que estavam a fazer. No entanto, mesmo sem eles reconhecerem este álbum como um dos melhores – se não o melhor e mais melancólico da sua carreira – Meds vendeu, não só as músicas como o nome da banda em sítios em que ninguém imaginava ouvir falar “dos Placebo”. A maior parte dos fãs e admiradores da banda não deve provavelmente concordar comigo já que, pelo menos segundo tudo o que eu fui ouvindo desde o seu concerto ao vivo no SBSR, ninguém apreciou realmente a performance de Brian durante a digressão do Meds. A questão é que: Estou-me mesmo nas tintas para as outras opiniões, eu conheci Placebo pelo Meds, eu tornei-me alguém com o Meds, e eu apaixonei-me por música com o Meds.
Por isso agora, que já estou realmente segura da minha opinião e da minha escolha, façam lá a pergunta de novo.
“Qual é o álbum da tua vida?”
Simples e directa, “Meds, as far as I can tell”.
“Porquê?”
“Porque esteve sempre lá, foi a música dos desgostos, foi a melodia das depressões, foi as palavras que me animaram, foi a porta para novos horizontes e porque foi realmente o meu Melhor Amigo.”
“Qual é o álbum da tua vida?” ?
domingo, 12 de abril de 2009
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voltaste +.+ com os teus textos deslumbrantes (:
ResponderEliminarPronto pronto. Já que não dá Álbum de Fotografias:
ResponderEliminar'Awake' de Secondhand Serenade ; é preciso justificar ? :p
As músicas deste Álbum são simplesmente aquilo que quero ter e dedicar, mas que nunca tive a opurtunidade de fazer nem de o receber sinceramente.
ResponderEliminarTransmitem algo muito distante para mim que até parece fantasia e mentira, não parece verdade, mas sei que muita gente o tem.
Está bom assim ? :p
Obrigado por tentares (a'
E quando é que me vais deixar ler o TEU livro ? (a
ResponderEliminarNão sei se já te disse, mas li o teu blog antigo TODO xD
ResponderEliminarnovo mail ? (vou adicionar)
ResponderEliminaruma pergunta: se eu não tenho jeito para coisas alegres, (talvez pela ausencia da existencia disso na minha vida) que é que queres que eu escreva além de coisas tristes ? :~