Às vezes tem mesmo de ser, mesmo que eu não queira, mesmo que não me apeteça. É uma ordem natural que todos nós seguimos de vez em quando: olhar para o céu.
É um fenómeno maravilhoso, é um momento instantâneo de felicidade, quando erguemos os olhos calmamente e fixamos o azul a que estamos tão acostumados. A imensidão do céu que parece nunca acabar, envolve-nos num abraço interminável, como se estivéssemos a ser afogados naquele mar vazio e cheio de nada. Nos dias em que isso acontece não existem nuvens, o quadro é simples e apenas o azul mancha, entediante, o centro do quadro que nos faz sorrir antes da queda dolorosa.
Às vezes tem mesmo de ser, é um gesto natural que não se controla, é uma vontade inconsciente que age por conta própria sem esperar pela aprovação da razão. Defendem os assassinos que foi por isso que mataram e os ladrões que foi por isso que roubaram, eu alego que foi por isso que estiquei o braço para tentar alcançar o céu. Foi uma reacção instintiva comandada por uma vontade desumana de tocar naquele azul inundante e apetecível que me prometeu silenciosamente fazer esquecer todas as chagas e cicatrizes melancólicas. Prometeu-me um sorriso.
Foi por isso mesmo, por aquele sorriso que me prometeram em troca, que eu afastei o braço cautelosamente e permaneci refugiada por mais uns segundos para em seguida soltar uma sonora gargalhada.
Querem me oferecer um sorriso? Um sorriso?!
Não muito obrigado, já que sorrir é a única coisa que faço, de livre e espontânea vontade, sem manual de instruções ou medo de cometer asneira. É que sorrir, para sorrir cada um tem a sua maneira.
É um fenómeno maravilhoso, é um momento instantâneo de felicidade, quando erguemos os olhos calmamente e fixamos o azul a que estamos tão acostumados. A imensidão do céu que parece nunca acabar, envolve-nos num abraço interminável, como se estivéssemos a ser afogados naquele mar vazio e cheio de nada. Nos dias em que isso acontece não existem nuvens, o quadro é simples e apenas o azul mancha, entediante, o centro do quadro que nos faz sorrir antes da queda dolorosa.
Às vezes tem mesmo de ser, é um gesto natural que não se controla, é uma vontade inconsciente que age por conta própria sem esperar pela aprovação da razão. Defendem os assassinos que foi por isso que mataram e os ladrões que foi por isso que roubaram, eu alego que foi por isso que estiquei o braço para tentar alcançar o céu. Foi uma reacção instintiva comandada por uma vontade desumana de tocar naquele azul inundante e apetecível que me prometeu silenciosamente fazer esquecer todas as chagas e cicatrizes melancólicas. Prometeu-me um sorriso.
Foi por isso mesmo, por aquele sorriso que me prometeram em troca, que eu afastei o braço cautelosamente e permaneci refugiada por mais uns segundos para em seguida soltar uma sonora gargalhada.
Querem me oferecer um sorriso? Um sorriso?!
Não muito obrigado, já que sorrir é a única coisa que faço, de livre e espontânea vontade, sem manual de instruções ou medo de cometer asneira. É que sorrir, para sorrir cada um tem a sua maneira.

quem é que ainda nao tentou tocar no céu ? +.+
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