É só preciso mais um momentinho, so mais um bocadinho por favor.
Será pedir assim tanto apenas mais um segundo, mais uma tentativa fiel ás minhas vontades?
É ansiar por um toque que te pertence só a ti, apenas aquilo que é teu, aquilo que é inviolável. Dias, noites, semanas, de olhos fechados mais abertos do que nunca, de sonos muito mais do que mal passados, de sonhos muito mais do que irreais, e uma especie de revolta das borboletas que não me deixa em paz. Simplesmente tornou-se incapaz de me abandonar, impossivel de suportar. És tu.
Podem gritar aos sete ventos todas as mil e uma virtudes que a Outra tem, podem-me esfregar na cara mil fotografias que a outra tirou, podem-me fazer apaixonar pelas palavras que a Outra disse, que a Outra pensou, mas agora já é tarde; eu já estou mais do que apaixonada pelas virtudes que desenterraste do meu ámago, pelas fotografias que tirámos juntas, pelas palavras que me fazes dizer, pelas palavras que me fazes pensar. Já passou a hora em que as músicas que não ouviamos juntas me podiam impedir de continuar a caminhar num caminho incerto, mais do que qualquer outro, essa hora já passou. O lusco-fusco ficou para trás. A hora reservada para todas as despedidas ficou presa no terminal do aeroporto e todo os segundos que me restam agora respiram apenas com a funçao de te voltar a tocar, de te voltar a sentir. Desta maneira lamechas ou de outra, carinhosa ou violentamente, a minha escolha está mais do que feita.
Nem que alguém o queira escrever a sangue no meu peito, és tu.
E a Outra é melhor? Tudo bem, ainda bem que o acham. Mas eu sou melhor contigo e, nem que fosse só por isso (apesar de ser por muito mais), tu tornaste a melhor de todas as Outras.
para a Joana, da Rita, por mim, para ti.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário
Sensações {fundamentadas, ou não}