
O mundo rodopia em torno do seu próprio nucleo, como se se conhessesse desde que nasceu tão bem quanto agora, milhares de anos depois. Ciclo, após ciclo, cada um mais viciante que o anterior, ele observa todas as modificações, e em cada estação chora pela primeira folha que cai, feliz por saber que a vai voltar a ver nascer. Perde-se em histórias encantadas ao observar as suas cores maravilhosas, salpicadas e provocantes que desde o sempre o decoraram e se gastam aos poucos perdendo a cor. A cada novo nascimento ele sorri e tempera o mundo com uma nova especiaria de amor, esperançoso que desta vez perfume o coração de todos. Quase sempre em vão. Qualquer esforço é esquecido, e todas as fragrâncias contaminam o ar num mar gigante de alegria, um outro quadro que voltará a ser pintado uma enternidade depois. O mundo recusa-se a contar todas as verdades ao espelho que o vê, porque esse sim, é o mensageiro da sociedade e, tudo o que disser será o crime do Homem.

Deste já gosto da ideia. Eu não sabia que o Mundo contava ao espelho, para o espelho nos contar a nós. Mas parece-me bem.
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